DICAS INTERESSANTES SOBRES DISJUNTORES

Os disjuntores termomagnéticos se dividem em três tipos de curvas de
disparo ou desarme: B, C e D.
Curva B: Disparo de curto-circuito entre 3 a 5 vezes In (corrente nominal em amperes).
Indicados para cargas resistivas com pequena corrente de partida, como é o
caso de aquecedores elétricos, fornos elétricos e lâmpadas incandescentes, chuveiros.

Curva C: Disparo de curto-circuito entre 5 a 10 vezes In(corrente
nominal em amperes).

Indicados para cargas indutivas e reativas. ex:motores elétricos,
lâmpadas fluorescentes e máquinas de lavar roupas, fornos microondas, etc.

Curva D: Disparo de curto circuito entre 10 e 20 vezes In (corrente
nominal em amperes)
Indicados para cargas com grande corrente de partida, a exemplo de
transformadores em BT-BT (baixa tensão).

- Disjuntores Nema (Aqueles pretos) necessitam 27 vezes a corrente nominal para obter desarme por curto circuíto. Ex disjuntor de 10A, corrente para desarme por curto 270A.

- Disjuntores IEC devem ser energizados com os cabo seguindo a numeração lado SUPERIOR. Seguindo a disposição do produto adquirido: unipolar 1, Bipolar 1 - 2, e tripolar 1 - 3 - 5. As informações anteriores não se aplica a  disjuntor da marca Siemens, que é alimentado pelo lado INFERIOR.

- Abaixo tabela de fácil dimensionamento de disjuntores residenciais:

 

- Disjuntores IEC de vários fabricantes, tem felizmente em sua maioria uma excelente performance, frente a curto circuítos Conforme dispõe testes nos 2 vídeos abaixo (autor : Zergui)

DICAS INTERESSANTES SOBRE LIGAÇÃO DE MOTOR TRIFÁSICO EM REDE MONOFÁSICA.

Métodos de funcionamento de motores trifásicos em rede monofásica:


Método um: Com inversor de frequência

Inversor Frequência

Prós: Controle de velocidade do motor, partida e parada suave, reversão eletrônica, proteção contra sobrecorrente.

Contras: Alto custo, Harmônicas.

Ligação:

- Em inversores até 3cv, ligue a fase no borne F1, e o neutro ou a outra fase no borne N (F2).

- Em inversores acima 4cv, ligue a fase no borne F1, e o neutro ou a outra fase no borne F2 (O F3 fica vazio)

programe o inversor para aceitar falta de fase. IMPORTANTE: Utilize Inversores HD (Trabalho pesado), com 3 vezes a corrente nominal do motor a ser acionado.

Funcionamento:

Acionamento normal pela IHM (interface Homem máquina) ou através de botoeiras, chaves ou a distância, através de chaves boias, relês etc.

Método dois: Com capacitor Permanente


Prós: Baixo custo

Contras: Motor até um 1 CV, motores com poucas partidas diárias, certa defasagem de fase, perda de rendimento.

Fórmula para calcular o capacitor Permanente:



Dados para cálculos
Cpm = Capacitor permanente em uF 
P = Potência em kW do motor acionado ou gerador de fase
1CV = 0.736KW
1HP = 0.746KW

Exemplo: Um motor de 1CV = 0,736KW
Cpm = 70x0,8579
Cpm = 60,053 = Capacitor comercial 60uf

Ligação:

- O motor deve ser para ligação em tensão nominal igual a 220/380 V, para ser ligado em rede monofásica
de 220 V, entre fase e neutro (ou entre duas fases).
- A ligação do motor deve ser feita para a tensão de 220 V (triângulo): fio 1 e
6; fio 2 e 4; fio 3 e 5.
- Ligue o neutro nos fios (1 e 6) e isole. Se for duas fases, ligue em uma das fases e
isole.
- Ligue o fio fase em um disjuntor. Se usar duas fases, use disjuntor bipolar. Na saída
do disjuntor ligue os fios (2 e 4) e isole. Se usar contator ou chave magnética, insira os contatos em série.
- Na outra extremidade do capacitor, ligue os fios (3 e 5) do motor.

Abaixo vídeo interessante sobre partida de motor trifásico em rede monofásico(autor Zergui)

Método três: Com capacitor Eletrolítico e Permanente

Prós: Baixo custo

Contras: Motor de até 5CV, uso para motor com poucas partidas diárias, certa defasagem de fase, perda de rendimento do motor.

Formula para calcular capacitores

Dados para cálculos 
Cpm = Capacitor permanente em uF
Cpr = Capacitor de partida em uF 
P = Potência em kW do motor acionado ou gerador de fase
1CV = 0.736KW
1HP = 0.746KW
Cp=70xRaiz Quadrada da potência do motor

Cpr=4 a 5x o valor do Cpm

Exemplo: Um motor de 1CV = 0,736KW
Cpm = 70x0,8579
Cpm = 60uf

Cpr= 4x60=240/5x60=300 Ou encontrado comercialmente 270x324x220V

Ligação:

- O motor deve ser para ligação em tensão nominal igual a 220/380 V, para ser ligado em rede monofásica
de 220 V, entre fase e neutro (ou entre duas fases).
- A ligação do motor deve ser feita para a tensão de 220 V (triângulo): fio 1 e
6; fio 2 e 4; fio 3 e 5.
- Ligue o neutro nos fios (1 e 6) e isole. Se for duas fases, ligue em uma das fases e
isole.
- Ligue o fio fase em um disjuntor. Se usar duas fases, use disjuntor bipolar. Na saída
do disjuntor ligue os fios (2 e 4) e isole. Se usar contator, insira os contatos em série.
- Também na saída do disjuntor, ligue a entrada do contato NA (normalmente aberto) de
botão pulsador para 10 A (por ex. pulsador externo de campainha).
- Na saída do contato NA do botão pulsador, ligue um dos pólos de capacitor 
- Na outra extremidade do capacitor, ligue os fios (3 e 5) do motor.

- Instale os capacitores permanentes em paralelo com os cabos 1-6  e 3-5 se necessário entre 1-6 e 2-4 também.
Funcionamento:
- Para ligar acione o botão pulsador e, logo em seguida, ligue o disjuntor.
- Assim que o motor partir, desligue o botão pulsador, sob risco de explodir o capacitor partida.

Método quatro: Conversor giratório

Prós: Baixo custo, fases mais balanceadas, ligação de motores em linha

Contras:  Custo com motor para formar a 3a fase, perda de rendimento de motores na rede

Formula para calcular o capacitor:
permanentes CPm (aqueles cinzas e brancos) e capacitores de partida Cpr(aqueles eletrolíticos(Pretos)). 

 

PROTEÇÃO PARA ELETROELETRÔNICOS.

EFEITOS DE QUEDAS DE RAIOS , E INTERFERÊNCIAS ELETROMAGNÉTICAS:

CAUSAS & SOLUÇÕES                                                                                                                                                                                  

Danos  em  aparelhos eletroeletrônicos, interrupção do fornecimento de energia elétrica, incêndios,  ferimentos, perdas de vidas.

Soluções:

 Cuidados:

Para evitar a morte de pessoas, deve se, ao aproximar uma tempestade, evite permanecer  em locais de risco, como parques, praias campos de futebol, evitando se esconder debaixo de arvores. Dentro das residências, evite o uso de telefone, chuveiros,  televisor , rádio e computador.

Soluções:

Proteção de vidas:

Em construções de uso público, ou altas, deve se fazer uso de SPDA (para-raios)

que tem a função de encaminhar o raio com segurança para a terra evitando que seus efeitos coloquem em risco a vida de pessoas.

 Para todos os tipos de construções : Aterramento de todas massas, com uso de tomadas aterradas conforme exigência da NBR5410.

Proteção de eletroeletrônicos:

Para todos os tipos de construções  deve-se fazer uso de DPS(dispositivo de proteção de surtos), que são compostos de varistores, centelhadores a gás, resistores que tem a função de direcionar surtos de rede para o potencial de terra. Evitando danos a eletrodomésticos, e eletroeletrônicos.

Existem no mercado DPS que protegem contra interferências induzidas  na rede elétrica, na rede telefônica, na rede de cabeamento , e inclusive nas induzidas no cabo de antena tv, coletiva ou particular.

Abaixo Segue vídeo da fabricante de protetores CLAMPER:

DANOS EM MOTORES ELÉTRICOS MONOFÁSICOS E TRIFÁSICOS

 CAUSAS & SOLUÇÕES                                                                                                                                                                                  

Queima de enrolamentos, causados por sobrecarga, subtensão,  ligação errada, falta de fase em motores trifásicos.

Soluções:

Sobrecarga:

-Utilizar motor adequado para a carga escolhida;

-Utilizar rele térmico  de acordo com a corrente nominal do motor;

-Casos especiais utilizar termopares nos enrolamentos do motor;

Subtensão:

-Monitorar tensão com Voltímetro;

-Utilizar rele de mínima;

 Erro de Conexão(ligação):

 Conferir a ligação de acordo com as especificações da placa do motor e a  tensão da rede em uso;

Falta de fase:

-Utilizar rele de falta de fase,

-Caso não tenha rele de falta de fase, medir a amperagem do motor com amperímetro e regular o rele térmico para amperagem indicada.


 

 DICAS DE SEGURANÇA PARA TRABALHADORES QUE ATUAM DIRETAMENTE E INDIRETAMENTE COM ELETRICIDADE

NR10

A NR10 é uma norma regulamentadora que foi criada por um comitê tripartite

composto de representantes da sociedade, governo e indústria. O objetivo foi

criar procedimentos seguros para trabalhadores que atuam diretamente com

eletricidade como eletricistas, técnicos em eletrotécnica, técnicos em

manutenção, técnicos instrumentistas, técnicos mecatrônicos, engenheiros

eletricistas, engenheiros de manutenção, entre outros, e para trabalhadores que

atuam indiretamente com eletricidade, tais como pintores de cabine primária,

mecânicos que atuam com chaves elétricas, profissionais de manutenção de

máquinas elétricas, pedreiros e técnicos em edificações de empresas de energia

elétrica, agrônomos que atuam em instalações elétricas rurais, enfim, qualquer

profissional que atua direta e indiretamente com eletricidade.

 

INSTALAÇÕES ELÉTRICAS DESENERGIZADAS:

 

Segundo procedimento de segurança em instalações elétricas desenergizadas,

NR10 item 10.5 que está dividida nos sub-itens 10.5.1 e 10.5.2., temos:

10.5.1 – Somente serão considerados desenergizadas as instalações elétricas

liberadas para trabalho mediante os procedimentos apropriados, obedecida à

seqüência abaixo:

A). Seccionamento; Antes de qualquer manutenção o técnico em

manutenção deve desligar todas as fontes de energia que possam

alimentar a máquina, equipamento ou painel elétrico.

B) Impedimento de reenergização; Por meio de travas especiais

“lockout” (cadeados, ferrolhos e outros) travar a chave

seccionadores, nesta trava e recomendado que haja a identificação

do técnico que está executando a manutenção.

C) Constatação da ausência de tensão; Utilizando um aparelho de

medição adequado (detecção de tensão) medir os condutores de

alimentação para garantir a ausência de tensão.

D). Instalação de “Aterramento temporário” com eqüipotencialização

dos condutores dos circuitos; Após certeza absoluta que o

equipamento, máquina ou painel está desenergizado, curto-circuitar

na mesma ligação do aterramento temporário todas as fases de

alimentação.

E) Proteção dos elementos energizados existentes na “Zona

Controlada” ; Se no ato da manutenção houver uma área energizada,

mesmo que a mesma não pertença ao circuito ou painel em

manutenção, esta área deve ser isolada com barreiras de isolação.

F) Instalação da sinalização de impedimento de reenergização; Após

as etapas anteriores executadas o técnico de manutenção deve

sinalizar para que não haja o religamento, com etiquetas ou placas

contendo aviso de proibição de religamento, como: “HOMENS

TRABALHANDO NO EQUIPAMENTO”, “NÃO LIGUE ESTA

CHAVE”.

IMPORTANTÍSSIMO! Instalações elétricas desligadas, mas com

possibilidade de serem energizadas passam a ser tratadas como “Instalações

Elétricas energizadas”.

 

REENERGIZAÇÃO

 

10.5.2 – O estado de instalação desenergizada deve ser mantido até autorização

para reenergização, devendo ser reenergizada respeitando a sequência de

procedimentos abaixo:

A) Retirada das ferramentas, utensílios e equipamentos; Verificar e

conferir a retirada de todos as ferramentas e equipamentos

utilizados na manutenção, utilizar um “Check-list”

B) Retirada da “zona controlada ” de todos os trabalhadores não

envolvidos no processo de reenergização; Após a manutenção

executada retirar todos os profissionais que não irão participar da

reenergização, este procedimento é recomendado para trabalhos de

manutenção onde envolvam vários trabalhadores, sendo alguns de

áreas que não são afins à área elétrica, tais como mecânicos,

ajudantes, pintores, etc.

C) Remoção do aterramento temporário, da eqüipotencialização e

das proteções adicionais; Para liberar o equipamento, máquina ou

painel a alimentação do mesmo deve estar totalmente regularizada,

consultar um “check-list” para reenergização.

D) Remoção da sinalização de impedimento de reenergização; Retirar

toda sinalização e barreiras.

E). “Destravamento”, se houver, e religação dos dispositivos de

seccionamento. Religar a chave de alimentação e testar o

equipamento, máquina ou painel.